Escrever um livro é uma experiência solitária - salvo se realizado a quatro mãos, como já fiz mais de uma vez. É também uma mistura de amor e ódio, de prazer e frustração, de desespero e alegria, que parece não ter fim. Mas quando se escreve com prazo e disposto a fazer com que o texto seja lido pelo maior número possível de pessoas, tem sempre um dia em que você precisa colocar um ponto final.
No entanto, mesmo após o ponto final, há coisas a resolver. Acompanhar a edição, lamentar lapsos e enganos e, no caso deste, preparar o site - que mesmo precisando de acréscimos e reparos, entrará no ar neste 25 de novembro de 2009.
De algum modo, a sensação é um misto de vazio e de alívio. No fim, como um retrogosto, se isso fosse um vinho, um alimento, resta o mais assustador: o que será que vão achar os leitores, para quem, ao fim e ao cabo, todos nós escrevemos?
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