A viagem de Pánfilo de Narváez foi objeto de vários textos assinados por Cabeza de Vaca. Cada deles, com características e objetivos diferentes. Sem falar em algumas imprecisões informativas de menor relevo. O primeiro documento desapareceu: uma carta enviada ainda em 1527 para a corte a partir de Santiago de Cuba, quando a expedição nem havia chegado a seu destino. O segundo texto foi entregue ao vice-rei do México, Antonio de Mendoza, após seu reencontro com os espanhóis, em 1536.
O terceiro documento foi a probanza cuja preparação foi autorizada pela coroa em outubro de 1537, feita na Espanha com o propósito de sustentar a reivindicação do cargo de adelantado da Flórida.
Uma versão revista do documento foi publicada em 1542, na cidade de Zamora, quando seu autor já estava em Assunção, tentando encontrar a prata do rei branco e enfrentando a oposição dos colonos. E nova edição circulou em 1555, quando ele buscava recuperar a honra manchada pela prisão e por uma exaustiva batalha judicial.
Esse último texto, popularizado com o título de Naufrágios e agregando uma segunda parte assinada por Pero Hernandez (os Comentários) destinados a enaltecer os feitos de Cabeza de Vaca no rio da Prata, foi publicado em 1555.
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