Há vários mitos envolvendo a conquista do Novo Mundo – que, vale recordar, foi “descoberto” por um navegador que pretendia chegar a locais imaginários como Tarsis e Ophir, citados pela Bíblia e por Marco Pólo.

  • Ponce de León, conquistador da Flórida, foi atrás de uma miraculosa fonte da juventude, numa reedição da igualmente lendária busca de Alexandre, o Grande e seu Bucéfalo, pelas terras da obscuridão.
  • Gonzalo Jiménez de Quesada se empolgou com a narrativa que colheu entre os muiscas no que é hoje a Colômbia, sobre um rei que se tornava dourado ao mergulhar num lago de ouro.
  • Foi em busca desse lago e do país da canela, que Francisco de Orellana e Gonzalo Pizarro (irmão do conquistador do Peru) deixaram Quito em 1541. Pizarro retornou a duras penas - seus homens foram morrendo um a um e os sobreviventes comeram até os arreios dos cavalos. Já Orellana não achou nem lago, nem país, mas topou com um rio imenso em cujas margens teria enfrentado guerreiras bravíssimas, que eliminavam um dos seios para usar melhor o arco. Desde então, ninguém mais viu tais mulheres, mas o rio ficou conhecido como Amazonas e a América agregou outro mito. 
  • O frei Marco de Niza jurou ter visto a cidade de Cíbola, outro local lendário como a cidade dos Césares, resultado dos relatos do único grupo a retornar das andanças pelas terras da província do Rio da Prata, durante a expdição de Sebastião Caboto, em Serra de Prata e do rei branco, só um retornou. Francisco César e seus 15 homens voltaram quatro meses depois, contando uma história nebulosa, que deu origem à lenda da Cidade dos Césares.O mito ainda persiste entre os chilenos das zonas rurais mais distantes: num lugar misterioso dos Andes existe uma cidade encantada, habitada por homens altos, brancos e barbados, vestindo capa e chapéu de abas largas, enfeitado de penas e portando armas de prata. Erguida nas margens de um lago e cercada por fossos e muralhas fica entre dois morros - um de diamante, outro de ouro. Os tetos de templos e casas são de ouro, como também um sino tão grande que sob ele podem se instalar duas mesas de sapateiro. Se for tocado, seu som será ouvido do outro lado do mundo, dando início ao fim dos tempos. Mas é quase impossível encontrar o local, sempre envolto por uma névoa, que só se dissipará no fim dos tempos.