O Chaco paraguaio é parte do Chaco Sul Americano, uma extensa planície que alcança parte do território da Bolívia e Argentina, num total de 1.280.000 quilômetros quadrados, quase um quarto do território brasileiro. A fragilidade de seu ecossistema decorre de condições climáticas especiais, aliadas a um solo de formação recente. Chove muito pouco e sem qualquer regularidade. A precipitação, que gira em torno de 400 mm anuais, na região oeste, aumenta, à medida em que se avança para o Leste, até alcançar os 1.600 mm nas proximidades de Assunção. As temperaturas são extremas: de -7º C no inverno a 47ºC no verão. Os solos salinizados dificultam a agricultura, que só recentemente desenvolveu-se, junto com a pecuária.

Os conquistadores espanhóis conheceram o Chaco no século XVI, mas não conseguiram instalar ali assentamentos estáveis, seja pelo rigor do clima, seja pela agressividades dos habitantes da região ante os conquistadores. O primeiro europeu a atravessá-lo foi Aleixo Garcia, acompanhado por uma legião de índios carijós, arregimentados na ilha de Santa Catarina.

Depois de Garcia, Juan de Ayolas aventurou-se pelo Chaco.  A mando de Pedro Mendoza, partiu em outubro de 1536. Quatro meses mais tarde, estabeleceu um forte chamado Candelária, onde deixou Domingos Irala, seguindo por terra rumo à região anteriormente visitada por Aleixo Garcia. Quando retornou, 13 meses depois, Irala já havia partido e Ayolas acabou sendo trucidado pelos índios.